Câncer de estômago

Conhecido também como câncer gástrico, o câncer de estômago é um dos tumores do trato gastrointestinal mais frequentes no Brasil, ficando atrás do câncer de cólon e de reto.

Geralmente, ele se desenvolve de forma lenta (de dois a três anos) e pode surgir por meio de alterações pré-cancerígenas no revestimento do estômago. Sendo assim, na fase inicial não apresenta sintomas e quando existem podem ser confundidos com outras doenças, como gastrite.

Em sua fase mais avançada há a formação de úlceras na mucosa, penetrando as camadas mais profundas do estômago e até invadindo os órgãos vizinhos, como esôfago, duodeno, pâncreas e baço.

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais, como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar tanto uma doença benigna (úlcera, gastrite etc.) como um tumor de estômago. Durante o exame físico, o paciente com câncer pode sentir dor quando o estômago é palpado.

Massa palpável na parte superior do abdômen, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado da doença.

O principal exame para diagnosticar tumores malignos no estômago é a endoscopia digestiva alta, seguida de biópsia e exame anatomopatológico.

A indicação do tratamento depende do estadiamento da doença. O paciente pode ser tratado através de tratamento cirúrgico, que pode muitas vezes ser associado a quimioterapia e radioterapia.